Buscar no blog
Fazemos diferença no mundo

visite nossa loja: http://www.elo7.com.br/futurodopresente/
Sabem quando eu imaginei meu filho falando isso? Nunca!
Pois ele disse! Esperei 5 anos, 9 meses, 12 dias mas ele disse!
Ele que nunca foi bom de comer, péssimo em experimentar novos sabores, me disse que ama alface!
E como foi isso?
Eu comecei a obrigá-lo a comer alface…rs…
Simples assim.
Tudo começou num almoço comum antes da escola. Um pedacinho, coisa mínima, muita careta e muitos aplausos.
No dia seguinte, outro pedacinho, depois um salzinho de nada, depois um azeitinho, depois pedacinhos maiores e maiores e maiores e um dia ele me brinou com quase meio prato de alface e essa frase maravilhosa.
Tô missi! Missintindo !
Como mãe, eu posso ver diariamente o desastre que é a publicidade voltada para crianças. Não somente com meus filhos. O consumismo é generalizado nas ruas, nas escolas, nas famílias. Acontece que ao contrário do que os publicitários alegam, que basta os pais controlarem o que os filhos assistem e consomem, eu posso afirmar que não é simples assim. E olha que eu não sou uma mãe ausente que deixa os filhos na frente da TV (seja por comodidade ou por necessidade, não cabe julgar isso agora). Eu trabalho em casa e fico com eles em todos os momentos. Ao contrário da maioria das crianças, só foram para a escola aos 3 anos de idade (hoje em dia é muito comum a ida para creche aos 6 meses). Aqui em casa tem hora para ver TV, o canal é selecionado, os desenhos razoavelmente controlados, eu raramente assisto novela , assim como raramente frequento shopping centers e lanchonetes de fast food. Além disso, não sou uma viciada tecnológica: não tenho o celular mais moderno, só troco quando realmente necessito e não possuo ou me esforço para ter os últimos


A Páscoa Cristã tem origem no Pessach (=passagem) que é a comemoração da libertação do Povo de Israel que vivia como escravo no Egito.
Era tradição libertar um prisioneiro na Festa do Pessach (celebração da libertação no Egito – Livro Êxodo da Bíblia) e Barrabás foi escolhido ao invés de Jesus.
Deduz-se, então, que
A internet é realmente uma revolução. E quando usada para o bem, é maravilhosa. Existe um projeto de lei, que tramita há 10 anos, com o intuito de proibir a veiculação de publicidade direcionada ao público infantil. Parece radical, parece censura? Mas não é. Lembram-se da publicidade para cigarros? A propaganda de cigarro gerou a mesma polêmica e só ganhamos com a ausência das “caras de pau” das empresas e publicitários que insistiam em associar cigarro a esporte e vida
saudável e bem sucedida. Uma reportagem com fumantes famosos confirma que a maioria fumou para ser moderno e se inserir no grupo social que desejavam. Hoje se arrependem pois não conseguem se livrar do vicio. Assim é a publicidade infantil. No futuro teremos criancas com a vida pautada na satisfação exclusiva pelo consumo. Comprar é viciante e a insatisfação compulsiva já se trata nos consultorios e com medicação tarja preta como antidepressivos e ansiolíticos, porque hoje, quem não consome, não faz parte da turma moderna, descolada e bem sucedida. Qualquer semelhança com o cigarro é mera coincidência?
Para completar , a Associação de Agências de Publicidade, criou uma ação que pretende parecer dizer que todos somos responsáveis pela infância. À primeira vista, a gente entende que a intenção da campanha é chamar todos à reflexão mas não é isso. A campanha empenhou-se em culpabilizar exclusivamente os pais pelo controle do que os filhos assistem na TV, como se as empresas não tivessem responsabilidade nenhuma sobre o que fabricam, vendem e anunciam, e as agências de publicidade sobre suas ações de marketing para promover qualquer tipo de produto e serviço direcionado ao público infantil. Uma ação com título dúbio, com atitudes dúbias, com intenções dúbias, assim como é a publicidade voltada para crianças que não têm condições de distinguir o que é bom para elas, o que é realidade, o que é mentira e o que manipulação. Nós adultos somos ludibriados, imaginem as crianças!
Os pais ativistas da internet se uniram e reagiram na hora. E a ABAP tratou-os com um desrespeito e desprezo absurdo, apagando suas mensagens na página da campanha, manipulando os comentários, banindo comentaristas que se opunham ao que eles queriam propagar. E ainda dizendo que nós, pais, queremos censurar a propaganda e impedir a liberdade de expressão da pobre publicidade. Liberdade de expressão só deles, basta ver as regras de participacão do seu site que a gente vê a cara ditatorial e demagógica de suas intenções. Mas uma coisa importante de se tentar entender, é o que a publicidade espera dos pais quando os culpabiliza. Afinal, o que querem que façamos: ficamos em casa cuidando do lixo propagandeado excessivamente às crianças ou saimos para trabalhar como loucos para poder consumir o que eles anunciam? Fiquei confusa.
O que eles não esperavam , era encontrar pais instruídos, informados e prontos para defender o bem estar de seus filhos respondendo na mesma moeda: criaram um site para divulgar a importância de se botar um freio na farra da publicidade infantil. E o site dos pais, entitulado INFÂNCIA LIVRE DE CONSUMISMO, recheado de depoimentos, artigos técnicos, reportagens, charges e imagens relacionadas ao tema, atingiu, em apenas 3 dias, o mesmo número de simpatizantes e apoiadores que o site da ABAP levou 1 mês para conseguir.
E em 5 dias, o site Infância Livre, conseguiu ultrapassar o site da ABAP, que vale lembrar, é mantido por uma agência de publicidade contratada, o que não acontece com a ação dos pais da internet. Isso nos leva a pensar em outras coisas. Por que a ABAP faria uma ação tão desastrosa? Por que usaria profissionais tão amadores? Por que não teria o menor constrangimento em agir com tão pouca ética com os usuários do site? Será que isso se resume em apenas uma questão: eles subestimam as famílias? Os pais? E acham que somos realmente uma massa tola e manipulável sem força nenhuma para reagir?
Hoje, a publicidade é autorregulamentada pelo CONAR – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária e isso é péssimo para a nossa sociedade a começar pelo fato que o conselho de ética da entidade tem apenas 19 pessoas representam a sociedade civil, dentre eles, seis jornalistas, três advogados e apenas um médico, enquanto as outras 136 pessoas representam anunciantes ou veículos de comunicação. Isso prova, na base, o tamanho do problema que é o controle da
publicidade brasileira que está longe de defender os interesses da sociedade.
Por isso, esse grupo de mães e pais, que defende a infância, convida a todos a conhecer e CURTIR esta iniciativa no Facebook . Ela tem o intuito de informar e mostrar os argumentos que levam a ver essa necessidade tão grande de se proteger nossos filhos dos malefícios de uma propaganda que é estratégicamente pensada e elaborada para encantar, que não os respeita, que os engana, que os faz acreditar numa falsa sensação de alegria e determina o que se tem como fator primordial de status social desde a mais tenra idade. E que ao repensar a publicidade, estamos pensando na forma como estamos consumindo o planeta, já que o consumismo está na contramão da educação para o futuro e da sociedade mais sustentável que buscamos.
Criança tem direitos, vamos falar um pouco deles?
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - título 1 – art 3 e 4 :
ART. 3.: A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.
ART.4.: É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público, assegurar com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde , à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, `a dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
CAPÍTULO II – art.16.: O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:
I – ir, vir, estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as condições legais;
II – opinião e expressão;
III – crença e culto religioso;
IV – brincar, praticar esportes e divertir-se;
V – participar da vida familiar e comunitária sem discriminação;
VI – participar da vida política na forma da lei;
VII – buscar refúgio, auxílio e alimentação.
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL , artigo 227:
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito `vida, à saúde, à alimentação, á cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
No Sítio do Picapau Amarelo, na tarde de hoje, os netos da Sra. dona Benta, P. 9 anos, e a menina N. de 8 anos, mataram a facadas, estocadas de espeto de churrasco, uma pequena espingarda com pólvora dentre outros artefatos domésticos, uma onça pintada. O animal, considerado em extinção pelo Ibama, não resistiu aos ferimentos. D. Benta prestou depoimento e afirmou não saber explicar como tudo aconteceu. Como os menores estavam sob sua responsabilidade, ela será indiciada por crime contra o meio-ambiente, que dá de 2 a 4 anos de reclusão. Dona Benta permanece presa por ser crime inafiançável.
————————————————–
Este é um texto de ficção baseado na obra de Monteiro Lobato, as Caçadas de Pedrinho que comprei para ler para meus filhos. Pensei nessa pequena historinha da prisão da D.Benta e publiquei aqui porque embora veja todo mundo dizer que leu,eu mesma nunca tinha lido este livro, nem quando criança. E não pude deixar de conter minha surpresa ao ver na história, crianças decididas a matar um animal sem motivo aparente com facas de cozinha, espeto de churrasco e espingardas com pólvora.
É impossível não fazer um paralelo ou questionar uma história tão famosa com a realidade dos dias atuais onde seria impensável uma criança empunhar facas, espetos de churrasco e espingardas com tamanha naturalidade e matar uma onça! É importante lembrar que Monteiro Lobato era do início do século XX, e vivia na roça. Talvez ainda no interior, tenhamos crianças que tenham este comportamento de forma natural. Mas a dúvida permanece, o que devemos fazer? Deixamos o livro para crianças maiores, ou corremos o risco de ter que responder perguntas curiosas? Ou pior, que foi o meu caso, correr o risco de não haver pergunta nenhuma e não termos ideia de como essa história foi absorvida por nossos pequenos? Acho que vou tentar o Reinações de Narizinho. Alguém tem algo para me dizer? fale agora ou cale-se para sempre…
Chegou o Dia Internacional da Mulher. Sinceramente, eu nunca acho que temos muito a comemorar: ainda somos vítimas da violência masculina, do desrespeito de gênero, da discriminação social, da desvalorização profissional. Ou seja, em termos de respeito á mulher, a sociedade ainda precisa avançar muito.
Mas há alguns dias, estive na Leroy Merlin (loja de quem gosta de bricolagem, ou do faça-você-mesmo como eu). Acho a maioria das coisas lá um pouco caras, mas garimpando sempre levo uma coisa ou outra. Mas voltando ao assunto, embora eu não seja muito de falar de empresas de forma direta , não posso deixar de falar e mostrar:
lá tem BANHEIRO MASCULINO COM FRALDÁRIO!
Eu nunca tinha visto um banheiro masculino com fraldário na minha vida! Claro que as coisas vem melhorando muito neste sentido quando temos hoje shoppings com banheiros para família, locais confortáveis para amamentação, etc… mas banheiro masculino com fraldário é excepcional em todos os sentidos, já que no mundo machista que vivemos, a maternagem é tida como uma obrigação quase que exclusivamente feminina.
Por isso, estou aqui, ilustrando este post, pelo dia Internacional da Mulher com uma foto de placa de banheiro. Porque eu ainda penso que a melhor forma de se respeitar a mulher, é tratando-a com igualdade, é dar á ela o importante valor que ela CONQUISTOU com trabalho duro e muita dedicação. E pode parecer pouco, uma simples placa de banheiro, mas por trás desta ação, estamos valorizando não só a mulher, mas a família, saudando os bons pais e companheiros que assumem e cuidam de seus filhos de forma igualitária. Para mostrar àqueles pais que não trocam uma fralda de seus filhos, e que acham que a obrigação de cuidar dos filhos é exclusivamente das mulheres, que eles vão precisar rever seus conceitos. Ou por amor aos seus filhos e companheiras, ou porque a sociedade está mudando.
Isso é muito bom para todo mundo mas especialmente valoroso para nós mulheres que sabemos como é difícil sentir que a sociedade sempre espera que nós façamos todo o trabalho da maternagem, quando sabemos o quanto a figura do pai e do companheiro presente, é fundamental.
Então, FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER, cheio de otimismo para que nossas filhas e noras, encontrem um mundo de muito respeito à elas no futuro.
E que o machismo seja coisa do passado, finalmente.
Quem comenta